Quem Sou

AUTOAPRESENTAÇÃO

Tudo bem?

Meu nome é Luis Delgado Zorraquino e nasci em Burgos, na minha querida Espanha (sem dúvida, o país mais latino-americano e africano da Europa). Tenho apenas meio século + sete anos de existência, e a semente bem semeada de um filho de 29 anos, meu querido Hector. Há 13 anos cheguei ao Rio de Janeiro, onde vivo no tradicional bairro de Santa Teresa. E faz apenas 10 anos que comecei a desenhar como “trabalhador da cultura” (assim falamos os cubanos, pois meu coração é cubano também).

Sempre gostei de desenhar, mas jamais tive, como aqui e agora, o tempo e a vontade que dão asas à minha inspiração. Agora, a busca de minhas raízes e de minha afetividade imigrante e globalizada permite que meus “santos ancestrais” me busquem também, e me invadam em qualquer lugar do mundo com investidas, ao mesmo tempo violentas e ternas, para assim, conscientemente, me  inspirar.

Mergulhado na realidade do planeta Terra, a sociedade está presente em meus desenhos como fiel reflexo do espelho dos meus olhares e também dos malabarismos de minha pena. É essa crua e triste realidade que paira em qualquer lugar do mundo: as imensas multidões de explorados, pobres, miseráveis e sobreviventes da atual etapa neoliberal do capitalismo imperialista globalizado, desumanizado e… descolorido?

Uso a técnica do desenho com tinta preta, do nanquim, Branco e Preto puro com jeito e traço de gravura, sim!

Mas… hão de me perguntar, onde estão as cores da vida? Aí, vou com meus lápis e canetas de cores, com a escorregadia aquarela. E, mais longe, o óleo se aproximando… Vocês não sentem o cheiro?

Antigas e novas técnicas, técnicas que precisam evoluir para criar e oferecer uma obra “esteticamente” bela, linda, que agarre sem remédio os humanos corações, como se estivéssemos enamoradamente loucos, fusionados e entranhados uns nos outros, autores e espectadores.

Como filho desta época, sou cronista da ética que, inevitavelmente, nasce de minha consciência social. Assim, entre as deusas do belo e do real avançamos passo a passo na construção da nossa humanidade: individual e coletivamente, fortes e ternos, e sempre solidários, como nos dizia Che Guevara.

Acredito que nossa caminhada como espécie humana apenas começou. Acredito, também, que a beleza ética da crua realidade supera amplamente a mera estética formal das muitas falsas fantasias reais e virtuais que nos vendem, nos convertendo em simples espectadores e consumidores, por fim consumidos e explorados no trabalho e no consumo irresponsável, compulsivo e insustentável, de tantas e supérfluas banalidades.

Indago sobre o mundo que nos espera se continuarmos nessa trilha que nos leva oletivamente ao precipício. Afinal, que mundo podemos construir, recuperando a igualdade e a dignidade para todos os habitantes deste planeta? Nessa caminhada todos somos responsáveis pelo futuro.

Então, se vocês quiserem, individualmente e em comunidade de humanos com consciência e corações iguais, livres, dignos e responsáveis, vamos lá, querid@s companheir@s. Não temos alternativa.